Sexta, 13 de outubro de 2017, 08h18
Tamanho do texto A- A+


Judiciário / Operação Rêmora

Denúncia aponta que Guizardi era o 'testa de ferro' de deputado em esquemas na Seduc

Isso é o que consta na denúncia oferecida contra Guilherme Maluf (PSDB) pelo Ministério Público Estadual (MPE) referente a Operação Rêmora

O empresário do ramo de construções, Giovani Belatto Guizardi era o ‘testa de ferro’ do deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB).


Isso é o que consta na denúncia oferecida contra o parlamentar pelo Ministério Público Estadual (MPE) referente a Operação Rêmora.


Maluf foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva (20 vezes) e embaraçamento da investigação.

 

De acordo com o órgão ministerial, o deputado estadual concorre para as atividades da organização criminosa no mesmo modelo em que se dá a concorrência de seu primo, Alan Malouf, “pois exercendo mandato de deputado estadual na atual legislatura sendo certo que também o exerceu nas legislaturas passadas, integra o núcleo de liderança da organização criminosa, sendo beneficiário direto de parcela da propina arrecadada, além de, valendo-se dos enlaces políticos proporcionados pelo cargo eletivo por ele ocupado, fazer as articulações necessárias para o desenvolvimento dos esquemas criminosos engenhados para solicitar e receber propina”.

 

“As investigações demonstram que Giovani Guizardi é o "testa de ferro" dos aludidos servidores públicos, bem como de Alan Malouf e de Guilherme Maluf, é a pessoa quem faz o trabalho sujo a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros solicitantes/recebedores da propina. Conforme se apurou, é Giovani Guizardi quem opera, e a solicitação e o recebimento da propina, por colher as reclamações dos empresários”, diz um trecho da denúncia.


Consta ainda, que Guizardi fazia o acompanhamento e fiscalização da execução dos contratos administrativos ligados a Secretaria de Estado de Educação e por não fazer parte do secretariado, mormente, os atos de desenrolar dos procedimentos administrativos que culminaram no pagamento por parte do Estado a empresas construtoras em decorrência da execução total ou parcial do objeto dos contratos mantidos.


“A investigação revela que toda essa engrenagem criminosa tem sua dinâmica garantida por Alan Malouf e por Guilherme Maluf, pessoas que se encarregam das tratativas necessárias ao funcionamento do esquema ilícito”.


Por outro lado, Guizardi e Juliano Haddad encobriam a atuação de Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e de Moises Dias da Silva, os quais cobriam a atuação do ex-secretário da pasta, Permínio Pinto e que por sua vez ocultava Alan e Guilherme, “de modo que os três últimos emanesciam nas sombras, estes em maior grau de obscuridade que aquele, comandando e agindo por pessoas interpostas que se encontravam nas demais camadas”.

 

Operação Rêmora

 

A "Operação Rêmora" teve início em maio de 2016 com o objetivo de apurar um esquema de combinação de licitações no valor de R$ 56 milhões para reformas e construções de colégios na Secretaria de Educação.

 

Em seguida, foi descoberto um esquema de cobrança de propina de até 5% sobre os contratos de empresas que prestavam serviços a pasta.

 

Na primeira fase, foram denunciados 22 empresários e presos três ex-servidores - Moisés Dias da Silva, Wander Luiz dos Reis e Fábio Frigeri -, além do empresário Giovani Guizardi.

 

Já na segunda fase, denominada de Locus Delicti, houve a prisão do ex-secretário Permínio Pinto, apontado como chefe do esquema.

 

Na terceira fase da operação, houve a prisão do empresário Alan Malouf, que foi solto nove dias depois, mas desde dezembro do ano passado ele se encontra em prisão domiciliar.

 

Considerado como um dos líderes da suposto grupo, Malouf foi denunciado, 19 vezes, por corrupção passiva, além de responder por organização criminosa.



AVALIE:
0
0
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

FECHAR
Mato Grosso Notícias © 2013 - Todos os direitos reservados