Terça, 12 de setembro de 2017, 14h44
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Política / cpi do paletó

CPI contra Emanuel Pinheiro obtém a sétima assinatura

Com a suspensão da sessão, Elizeu deve assinar o documento na próxima sessão plenária na quinta-feira (15). Com isso, faltarão somente duas assinaturas para que a CPI saia do papel

O requerimento para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), flagrado em um vídeo recebendo suposta propina, obteve nova adesão. O sétimo a assinar o documento será o vereador Elizeu Nascimento (PSDC).

 

O parlamentar, que estava licenciado por 31 dias e retornou nesta terça-feira (12), iria assinar o documento durante sessão plenária desta manhã. No entanto, a sessão foi encerrada pelo presidente Justino Malheiros (PV), sob a alegação de falta de quórum.

 

“Eu não posso afirmar se [a suspensão] é boicote à minha decisão ou a outros fatores que estão ocorrendo dentro da Casa, tanto que estou voltando hoje. Em todo este momento estive silenciado aguardando meu posicionamento oficial”, afirmou.

 

Com a suspensão da sessão, Elizeu deve assinar o documento na próxima sessão plenária na quinta-feira (15). Com isso, faltarão somente duas assinaturas para que a CPI saia do papel. É necessário que o requerimento tenha nove assinaturas, independentemente de aprovação do plenário.

 

“Entendo que a CPI é um instrumento legal. Durante esse tempo que fiquei ausente, meu nome foi enlameado em algumas conversas, mas hoje estamos aqui de forma decisiva para assinar o pedido de CPI não condenando o prefeito, mas dando a oportunidade a ele para que se pudesse prestar suas explicações. Quem não deve, não teme”, disse.

 

O vereador Marcelo Bussiki (PSB), autor do pedido de CPI, reforçou que a comissão está baseada no Decreto Lei nº 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeito e vereadores. Dentre elas está a de atuar de modo incompatível com a dignidade do cargo que ocupa.

 

Uma vez aberta, a CPI vai apurar se há "quebra de decoro" no fato de o prefeito Emanuel aparecer em um vídeo recebendo maços de dinheiro e colocando no paletó. O dinheiro seria referente a um "mensalinho" pago por Silval Barbosa (PMDB) para obter apoio de Emanuel enquanto deputado estadual. O vídeo faz parte da delação premiada do ex-governador, já homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

 

“Queremos que o prefeito se explique e essa será a oportunidade, porque ele passou mais de 15 dias sem falar nada após divulgação do vídeo e quando resolveu falar disse que tem provas e provas, mas não mostrou nenhuma. Estamos esperando”, afirmou.

 

Além de Bussiki, já assinaram o requerimento os vereadores Abílio Júnior (PSC), Joelson Amaral (PSC), Dilemário Alencar (PROS), Gilberto Figueiredo e Felipe Wellaton (PV).



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